Dermatologia em Santos e São Vicente.
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13 jun 2018

Psoríase

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vim falar para vocês sobre uma doença freqüente do consultório: a psoríase.

Psoríase

A psoríase é uma doença inflamatória da pele que pode acometer qualquer parte do corpo. A lesão clássica é uma placa elevada avermelhada das quais saem escamas ou descamação, apresentando algumas áreas de predileção. Pode acometer cotovelos, joelhos, o couro cabeludo, unhas, palmas das mãos, plantas dos pés e também as articulações, podendo causar dor, inchaço, limitação de movimento e até deformação.

Tanto crianças como adolescentes podem apresentar essa doença, mas é mais comum em adultos e acomete homens e mulheres na mesma proporção.

Não há uma causa específica para a psoríase, sendo ela considerada uma doença multifatorial. Qualquer pessoa pode vir a apresentar psoríase, entretanto, indivíduos com alguém na família com a doença têm uma chance maior. Infecções de garganta, e alguns medicamentos, por exemplo os antidepressivos e anti-inflamatórios, podem levar ao aparecimento da psoríase ou mesmo a piora do quadro para quem já tem. A síndrome metabólica, composta por hipertensão, diabetes e obesidade, também é outro fator determinante na perpetuação da doença.

Uma coisa importante de ser dita aqui é que ela não é uma doença contagiosa.  Portanto o contato direto, o compartilhamento de objetos, o frequentar o mesmo ambiente, não oferece risco para outras pessoas.

O reconhecimento preciso da psoríase deve ser realizado pelo médico dermatologista que, examinando o paciente, vai saber fazer o diagnóstico e tratamento acertados.

Tratamento

O tratamento varia com a forma da doença e com a extensão do acometimento do corpo.

Devemos avaliar doenças metabólicas como a hipertensão arterial e o diabetes, estimular nos pacientes redução ou parada do tabagismo, a reeducação alimentar e realização de atividades físicas visando a perda de peso. Todos estes pontos são fundamentais na melhora deste paciente ao mesmo tempo que institui-se o tratamento medicamentoso.

Geralmente, indivíduos com formas leves e localizadas de psoríase podem ser tratados com hidratantes, cremes, pomadas e banhos de sol. As formas mais extensas ou graves podem se beneficiar através do uso de fototerapia, tratamentos orais ou injetáveis.

O que temos hoje disponível é uma ampla variedade de possibilidades terapêuticas eficazes que podem induzir à remissão do quadro dermatológico e também articular, melhorando a qualidade de vida e auto-estima destes pacientes. Por isto, procure seu dermatologista para uma avaliação e decidir em conjunto o melhor tratamento.

Por hoje eu fico por aqui. Deixem suas Duvidas, comentários e sugestões. Até a próxima.


Por Dr. Fernando Tagliarini – Médico especialista pela sociedade  brasileira de dermatologia.

29 maio 2018
alopecia areata

Saiba mais sobre a Alopecia Areata

Olá, meu nome é Fernando Tagliarini, sou médico dermatologista e hoje vou falar sobre Alopecia Areata.

Por acaso vocês já viram alguma pessoa com falhas de cabelo bem delimitadas? Então, essa pessoa pode ser portadora de alopecia areata, uma doença que causa perda súbita de fios no couro cabeludo e em outros locais, como a barba e pelos de outros lugares do corpo.

Esta doença não é tão rara assim: estudos científicos dizem que pelo menos 1 pessoa em 50 irá sofrer desta causa de queda de cabelo. Ela acomete tanto homens quanto mulheres e pode ocorrer em qualquer idade, apesar de aparecer mais frequentemente até os 30 anos de idade.

A sua causa ainda não é certa, mas por algum motivo o nosso sistema imunológico ataca por engano os fios de cabelo, causando inflamação e queda do fio. Eventos estressantes e traumas psicológicos podem desencadear novos episódios e piorar o quadro, mas não são os únicos responsáveis pelas lesões.

As falhas aparecem bem delimitadas e circulares. Nas bordas das lesões é comum encontrarmos fios cortados ao meio, chamados de fio em exclamação que ao serem puxados podem sair facilmente.

A alopecia areata é assintomática, mas alguns pacientes podem se queixar de queimação ou coceira antes do aparecimento das falhas.

Essa doença é classificada no meio médico como uma alopecia não cicatricial, ou seja, não costuma causar dano permamente ao folículo, podendo acontecer a repilação da placa, ou seja, retorno do pelo nas áreas de falha.

Em um mesmo paciente podem ocorrer vários episódios de queda, com intervalo de tempo variável entre eles.

Em alguns pacientes essa doença pode causar alterações nas unhas e também pode estar associada à doenças auto-imunes como vitiligo, doenças da tireóide e anemia perniciosa.

O diagnóstico é feito basicamente pelo exame físico dermatológico. A biópsia, que é a retirada de um pedacinho da pele, não costuma ser necessária.

As falhas podem voltar a crescer espontaneamente, mas o tratamento é indicado para evitar a progressão da doença e acelerar a repilação.

Como já disse, não é fatal e nem causa dor, mas o aspecto das falhas no cabelo pode ser impactante na qualidade de vida destes pacientes, diminuindo a auto-estima e podendo levar ao isolamento social. Por este motivo, um dos pilares do tratamento é o acompanhamento conjunto com o psicológo.

Dependendo da extensão da doença podem ser utilizados tratamentos tópicos, injetáveis e até medicamentos orais.

Por este motivo, pacientes com esta doença devem procurar o médico dermatologista precocemente para que seja realizado o diagnóstico correto, iniciando o tratamento mais adequado para sua doença, afim de minimizar os possíveis danos psicológicos que ela possa trazer.

Por hoje eu fico por aqui. Deixem suas Duvidas, comentários e sugestões. Até a próxima.

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