Olá, meu nome é Fernando Tagliarini, sou médico dermatologista e hoje vou falar sobre Alopecia Areata.

Por acaso vocês já viram alguma pessoa com falhas de cabelo bem delimitadas? Então, essa pessoa pode ser portadora de alopecia areata, uma doença que causa perda súbita de fios no couro cabeludo e em outros locais, como a barba e pelos de outros lugares do corpo.

Esta doença não é tão rara assim: estudos científicos dizem que pelo menos 1 pessoa em 50 irá sofrer desta causa de queda de cabelo. Ela acomete tanto homens quanto mulheres e pode ocorrer em qualquer idade, apesar de aparecer mais frequentemente até os 30 anos de idade.

A sua causa ainda não é certa, mas por algum motivo o nosso sistema imunológico ataca por engano os fios de cabelo, causando inflamação e queda do fio. Eventos estressantes e traumas psicológicos podem desencadear novos episódios e piorar o quadro, mas não são os únicos responsáveis pelas lesões.

As falhas aparecem bem delimitadas e circulares. Nas bordas das lesões é comum encontrarmos fios cortados ao meio, chamados de fio em exclamação que ao serem puxados podem sair facilmente.

A alopecia areata é assintomática, mas alguns pacientes podem se queixar de queimação ou coceira antes do aparecimento das falhas.

Essa doença é classificada no meio médico como uma alopecia não cicatricial, ou seja, não costuma causar dano permamente ao folículo, podendo acontecer a repilação da placa, ou seja, retorno do pelo nas áreas de falha.

Em um mesmo paciente podem ocorrer vários episódios de queda, com intervalo de tempo variável entre eles.

Em alguns pacientes essa doença pode causar alterações nas unhas e também pode estar associada à doenças auto-imunes como vitiligo, doenças da tireóide e anemia perniciosa.

O diagnóstico é feito basicamente pelo exame físico dermatológico. A biópsia, que é a retirada de um pedacinho da pele, não costuma ser necessária.

As falhas podem voltar a crescer espontaneamente, mas o tratamento é indicado para evitar a progressão da doença e acelerar a repilação.

Como já disse, não é fatal e nem causa dor, mas o aspecto das falhas no cabelo pode ser impactante na qualidade de vida destes pacientes, diminuindo a auto-estima e podendo levar ao isolamento social. Por este motivo, um dos pilares do tratamento é o acompanhamento conjunto com o psicológo.

Dependendo da extensão da doença podem ser utilizados tratamentos tópicos, injetáveis e até medicamentos orais.

Por este motivo, pacientes com esta doença devem procurar o médico dermatologista precocemente para que seja realizado o diagnóstico correto, iniciando o tratamento mais adequado para sua doença, afim de minimizar os possíveis danos psicológicos que ela possa trazer.

Por hoje eu fico por aqui. Deixem suas Duvidas, comentários e sugestões. Até a próxima.

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